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Os alunos repórteres da Escola do Pantanal. Por Claudia Ferraz*

Uma oficina de jornalismo agitou um grupo de alunos do 8º ano da Escola Municipal Ministro Sérgio Mota, em Paraty. Convidados a atuar como repórteres por um dia, fazendo entrevistas, observando, fotografando e escrevendo os textos das notícias que apuraram, eles publicam aqui, com exclusividade, suas primeiras matérias.

A atividade fez parte do Dia das Leituras, que abriu a Jornada Educacional de Paraty, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação aberta a todas as escolas (municipais, estaduais e particulares) e à comunidade escolar, envolvendo professores e pais. Este grande encontro aconteceu durante a primeira semana de outubro na Escola Pequenina Calixto.

Confira imagens das atividades:

Fotos: Kevin, Mariana, João Pedro e Matheus

No dia de abertura, a Jornada Educacional promoveu uma verdadeira maratona de atividades no espaço da escola. Nada menos que nove oficinas aconteceram nas salas do piso térreo, com cada uma oferecendo estímulos e boas idéias para incrementar a livre expressão e o prazer da leitura: desenho, poesia, imagens, brincadeiras com palavras, contação de histórias, bordado, fotografia, animação, quadrinhos… Um prato cheio para os repórteres por um dia, que foram orientados pela jornalista Claudia Ferraz, a convite da professora Nina Silva, Coordenadora de Bibliotecas da rede municipal.

Júlia Ferreira, Mayara Xavier, João Pedro Ratzke, Mariana Gonçalves, Taís Gonçalves de Abreu, Maria Júlia Gomes, Kevin Santos e Matheus Ferreira, todos na faixa de 14-15 anos, alunos da professora de Português Sônia Arcante, na Escola do Pantanal, fizeram pela primeira vez uma reunião de pauta e saíram pela escola para registrar, entrevistar e fotografar os melhores momentos.

VEJA AQUI O RESULTADO DESSA OFICINA DE JORNALISMO ONLINE:

Entrevista
Por Júlia Ferreira e Mayara Xavier

Tapete Mágico: O mundo encantado das histórias, onde tudo acontece

Na grande tenda estavam várias crianças, adultos e adolescentes, que prestavam bastante atenção a tudo que acontecia no palco. Edson Mego e Helena Contente, os contadores de histórias, conseguiam prender o público que estava com um olhar admirado diante daquela arte de contar histórias.

Todos coloridos, os tapetes eram cheios de encaixes e pareciam mudar com os movimentos das mãos de Edson e Helena. Cada parte da história possuía um cenário diferente: era o tapete que parecia mágico por guardar tantas cenas, objetos e personagens. Realmente envolvente.

Uma das pessoas da plateia era a professora de geografia Cleonice, da escola Pequenina Calixto. “Foi muito bonito assistir a apresentação desse grupo Tapetes Contadores de Histórias. Envolve muito a gente e nos leva a muitas culturas”, disse a professora.

Segue aqui uma rápida entrevista com Edson e Helena, do grupo Tapetes Contadores de Histórias, que fizeram sucesso no primeiro dia da Jornada Educacional, agitando a tenda montada no fundo da escola Pequenina Calixto.

– O que acharam de se apresentar em Paraty?

Uma delícia. Foi também um desafio, pois é contar histórias para pessoas de várias idades diferentes.

– Como você começou nesse trabalho, Helena?

Eu conheci o grupo sendo bilheteira deles em uma de suas apresentações em 1998. Acabei me apaixonando pelo trabalho, então eles me convidaram para participar e eu aceitei, pulando de alegria. Afinal, eu já queria montar um grupo de contadores de histórias.

– De onde você tira inspiração para contar as histórias, Edson? Onde as encontra?

A maioria é da nossa biblioteca mesmo e nós também viajamos para poder conhecer melhor as histórias de outras culturas.

– Já fizeram algumas apresentações internacionais?

Sim. Na América Latina, Argentina, Paraguai, Chile e Nicarágua. E também na África.

– O que você acha das Histórias de Tapetes, Helena?

Ah! Elas são como se fossem um livro aberto. As ilustrações ganham vida à medida que eu e o Edson vamos manipulando os pedacinhos mágicos do tapete.

– O grupo é formado por quantos integrantes, Edson?

Somos sete integrantes ao todo, mas apenas dois vieram se apresentar em Paraty. Os outros integrantes estão no Rio de Janeiro, para outra exposição. Lá no Rio, estamos com uma apresentação em homenagem aos 15 anos do grupo, na Caixa Cultural.

Bombou a oficina de desenho
Reportagem: João Pedro Ratzke

A professora Ruth Yamada, responsável pela Oficina de Desenho, decorou a sala se baseando na arte rupestre. Ela usou materiais como papéis e tintas, entre outros, para montar na entrada da sala uma parede imitando uma verdadeira caverna.

As crianças gostaram tanto da decoração que mais de cem delas se inscreveram na oficina, para curtir os ótimos desenhos do professor Rodrigo Cardoso e também aprender a desenhar com ele. Tudo na sala estimulava os visitantes, que assim que chegavam recebiam uma prancheta com várias folhas, com o intuito de se inspirarem com as figuras desenhadas pelo professor.

Veja mais fotos:

Imagens: Kevin, Mariana, João Pedro e Matheus

O desafio do bordado: ponto por ponto, a paisagem típica de Paraty traçada com cores e capricho
Reportagem: Mariana Gonçalves e Taís Gonçalves de Abreu

Já tinham passado 38 alunos por esta oficina quando chegamos para a reportagem. Em volta da mesa, o pano enorme riscado com o desenho da cidade ia ganhando as cores das linhas, em pontos tradicionais da arte do bordado: ponto corrente, falso matiz e ponto haste, que iam formando as casas, as ruas, as árvores, a igreja de Santa Rita, o mar, as montanhas.

A coordenação dessa oficina foi da professora de Artes Rosana Magna, que dá aulas há doze anos. Ela conta que se interessou por Artes graças ao Museu de Arte Sacra da cidade. Professora de todas as matérias de 1ª a 4ª série, ela não gostava de reprovar os alunos e, por essa razão, escolheu dar aula de Artes.

Bordar faz bem. Principalmente para pessoas estressadas, porque é uma atividade que acalma e ajuda na concentração e no exercício da paciência. Muitos alunos descobriram esse prazer e logo o painel com a paisagem de Paraty estará prontinho!

Exposição de fotografia “Meio Ambiente, Minha Comunidade”
Reportagem: Taís Gonçalves

Há cerca de dois meses houve um concurso de fotografia, envolvendo alunos do 4º ano de onze escolas do município de Paraty. Esse concurso gerou uma exposição das fotos que estão na sala 4, da Escola Pequenina Calixto. Sob coordenação de Pipoca e Tânia, mais de vinte fotos de alunos mostram um retrato cultural de Paraty, com imagens da pesca, do artesanato, de moradores e outros aspectos bem típicos da cidade.

No primeiro dia da Jornada, os três alunos vencedores do concurso foram premiados: 1º lugar com uma câmera digital; 2º. lugar com um celular com câmera; e o 3º lugar com um aparelho de som.

Língua de índio: Com o nome de Coudere Remabutu, a oficina da sala 6 recebeu muita gente para conhecer e brincar com palavras em tupi-guarani
Reportagem: Matheus Ferreira

Receitas, bulas, requerimentos, tutoriais, declarações, ofícios, manuais, currículos, – todo esse universo da palavra escrita fez parte desta sala, convidando os visitantes a brincadeiras divertidas. Uma delas era escrever o próprio nome na bandeira do Brasil.

Em um dos cantos da sala havia livros de história. Ali, uma coordenadora ia lendo histórias indígenas e era só procurar para se achar palavras estranhas, todas em tupi-guarani. Algumas como mucama, junção, cutuba, duto, galhardo, taboca,etc. Com isso a gente descobre que essas palavras são de origem indígena.

Para completar o espaço de criatividade e brincadeira, a sala reservou um canto para formas geométricas de imagens da vida cotidiana, uma casa, um cachorro, um dado.

A palavra do repórter fotográfico
Texto: Kevin Santos

Tirei algumas fotos das oficinas da 1ª. Jornada Educacional de Paraty. Uma das salas que mais gostei foi a de número 5, onde funcionou a oficina Leitura de Imagens. No momento da minha visita não havia muita gente. Sorte! Com pouco movimento tive a vantagem de poder tirar várias fotos para mostrar as muitas coisas que decoravam aquele ambiente.

Lá eles ensinavam a desenhar. Quem comandava a oficina era o professor Rodrigo Cardoso, que trabalha com desenho mais ou menos há quinze anos. Claro, ele desenha muito bem.

Consciência Ambiental na sala 8
Reportagem: Maria Julia Gomes

Professora de Português há 40 anos, Miriam Esposito dá aula na Escola Municipal Parque da Mangueira. Para a Jornada Educacional na Pequenina Calixto ela preparou uma oficina de isopogravura com os alunos do 4° ano.

Eles criaram imagens com materiais reciclados, especialmente isopor, com folhas e flores representando cenas da Mata Atlântica. Num canto da sala havia a reprodução do desmatamento na nossa região, com zonas de mata queimada de um lado e de outro as áreas virgens, com pássaros se refugiando.

Na mesma sala, as alunas Raiane e Lyandra, da Escola Pequenina Calixto, fizeram o papel de Sherazade, enquanto contavam a história das Mil e Uma Noites.

Na entrada da sala, o aluno Matheus, também da Pequenina Calixto, ficou todo o tempo apresentando slides às pessoas que passavam por ali, com o objetivo de informá-las sobre o conteúdo das oficinas no local, voltadas para as culturas e tradições do Oriente Médio.

*Claudia Ferraz é a jornalista responsável do ParatyOnLine e editora do Blog  sobre arte, viagens, design, arquitetura e decoração Adoro Azuis.

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