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Atalhos de busca: Hospedagem, Gastronomia, Eventos, Passeios, Praias, Centro Histórico

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Sempre Futuro: Miguel Rio Branco no Paraty em Foco

Dono de opiniões fortes, Miguel Rio Branco encerrou o segundo dia do 7º Festival Internacional de Fotografia de Paraty.

Miguel Rio Branco assume seu temperamento “Sou meio francês, meu humor não cai bem no Brasil”, diverte-se. Dono de opiniões definitivas, ele fala sem censura. Logo no começo da palestra pediu para baixar a luz “Quero ver vocês da mesma forma que vocês me vêem”, observa. Rigor artístico.

Foto: Érika Garrida

O curador Paulo Herkenhoff explica: “Miguel persegue o infotografável”. Circulando entre diversos suportes artísticos, Rio Branco contou que durante muito tempo lidou com a ideia de usar a fotografia com um viés documental.

Como integrante do casting da Agência Magnum era pautado para reportagens, e foi depois de uma delas que desistiu desta busca. Um trabalho na aldeia dos Caiapós no Pará, em 1983, segundo ele, foi muito mal editado pela revista National Geographic. “Voltei à pintura. Vi que o fotojornalismo não é minha praia”.

E continua: “Depois de um certo tempo você não usa a fotografia para mostrar o mundo. Usa a fotografia para mostrar você”, resume. “A fotografia se liga a uma realidade que nem sempre você quer ter contato”, justifica. Sobre a função social do fotojornalismo dispara: “A fotografia humanitária que vai mudar o mundo é um blefe. Ela funciona por um tempo, e não vai atingir um muitas pessoas. Além disso, a questão da imagem está absolutamente deturpada. Vivemos em um mundo em que tudo é marketing”, analisa.

Foto: Miguel Rio Branco

Foto: Miguel Rio Branco

Hoje se reconciliou com a fotografia, ao seu modo. Ele goza de um pavilhão só para ele no incensado Instituto Inhotim, dedicado à arte contemporânea, em que as fotos são as estrelas.

Entre a apresentação das diversas série de fotos realizadas pelos muitos lugares onde passou ao longo de sua carreira, exibiu um vídeo gravado no caótico e erótico Pelourinho baiano em 1980. “Esse filme foi gravado de uma forma rudimentar. As questões técnicas não me interessam. E sim a emoção, a ideia e a criação. A criação não é ligada a nada além de si mesmo”, dispara.

Sobre o futuro, avisa aos jovens fotógrafos avisa: “Eu comecei a viver disso em 1995. A pessoa faz 10 imagens boas e já acha que pode vender. O mercado de arte vai evaporar, como está acontecendo nos EUA e na Europa. Não façam arte pensando no mercado”, alerta. “A Arte não vai mudar o mundo, mas vai mudar o nosso modo de perceber o mundo”, sintetiza.

Miguel Rio Branco

E sobre o seu futuro anuncia a publicação de um livro infantil, em que reúne fotos de crianças, tema muito presente em sua obra.  “Você está feliz?” é o título. A inspiração veio da pergunta que seu filha Clara sempre faz. Essa resposta ele já tem. É negativa. As mazelas do mundo o incomodam, mas deixa no ar a outra alternativa.

Miguel Rio Branco não quer rótulos para sua pratica artística: pintar, fotografar, esculpir, filmar…Paulo Herkenhof conclui por ele: “a arte não tem verbo para definir”.