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Macumba Antropófaga de Zé Celso encerrou a Flip

A 9ª edição da Flip terminou numa celebração com frutas, vinho, gritos de “evoé” e muita gente pelada após as mais de três horas da “Macumba Antropófoga” da Uzyna Uzona, dirigida por José Celso Martinez Corrêa.

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Foto Marcia Foletto / Agência O Globo

Construído a partir de uma colagem de trechos da obra de Oswald, o espetáculo combinou breves encenações sobre a vida do escritor com uma sucessão de situações dramáticas que davam expressão às suas ideias, com humor, números musicais e a conhecida interação entre público e atores dos espetáculos do diretor.

O espetáculo deu ao último dia da Flip 2011 uma cara diferente dos anos anteriores. Geralmente o mais vazio dos cinco dias do evento, o domingo começou com Paraty ainda cheia e muita expectativa sobre o que estaria sendo preparado pelo diretor responsável pela montagem histórica da mais conhecida peça teatral de Oswald, “O rei da vela”, em 1967.

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Foto Marcia Foletto / Agência O Globo

O espetáculo ofereceu ao público que encheu a Tenda do Telão exatamente o que se esperava de Zé Celso: uma interpretação idiossincrática, com momentos surpreendentes e outros cansativos, do pensamento oswaldiano. E muita nudez – dos atores do Teatro Oficina Uzyna Uzona e da parte mais empolgada do público que se juntou a eles no fim da peça.

Três autores convidados da Flip participaram do espetáculo – vestidos – lendo trechos de suas obras favoritas, numa pequena subversão da tradicional mesa de encerramento da Flip, “Livros de cabeceira”. A argentina Pola Oloixarac arriscou frases de “Fogo pálido”, de Vladimir Nabokov, em português simpático; Eduardo Sterzi declamou poemas de Jorge de Sena; e o português valter hugo mãe leu “A metamorfose”, de Kafka.

Fonte: Blog Prosa – Jornal O Globo

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