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Hoje começa a Flip! – Confira as mesas e programação completa

Entre os dias 6 e 10 de julho, 29 autores de 13 países discutem, em 18 mesas, ciência, filosofia, tecnologia, linguagem e muita literatura. A Festa Literária Internacional de Paraty anuncia a chegada de sua 9ª edição inspirada pelo ideário antropofágico do autor homenageado, Oswald de Andrade.

Confira todas as matérias publicadas sobre a Flip 2011 no nosso jornal AQUI

Com a frase tupi or not tupi that is the question, Oswald de Andrade alterou todo o cenário de uma época em que as referências eram, em sua maioria, originárias da cultura europeia. Depois da Semana de 22, da qual Oswald foi um dos principais idealizadores, o Brasil adquiriu outra face, assumindo a miscelânea e o amálgama que são as espinhas dorsais da cultura brasileira. Partindo desse momento fundador, Oswald lançou o Manifesto Antropófago, propondo uma relação de deglutição e recriação da cultura universal a partir de uma perspectiva brasileira.

Veja a Programação completa no site oficial do evento: www.flip.org.br

Nesse contexto, o curador dessa edição da Flip, Manuel da Costa Pinto, escolheu a ficção como principal vetor de sua linha curatorial. A vocação para a multiplicidade de narrativas e a polifonia de personagens que atravessam as ruas de Paraty durante a festa são seu grande foco. A ficção contemporânea é destaque e inclui desde João Ubaldo Ribeiro, passando pela argentina Pola Oloixarac e pelo português valter hugo mãe, até James Ellroy, mestre do gênero policial.

Biscoito fino para a massa

Na edição 2011 da Flip, as tendas da programação principal – dos autores, dos autógrafos e do telão – serão posicionadas do outro lado do rio. Além de desafogar o Centro Histórico de Paraty, a nova estrutura visa reforçar a relação cultural e histórica da cidade com o rio e os mares, além de potencializar a requalificação urbana dos espaços públicos da borda d’água.

Conferência e show de abertura

O mais importante crítico literário brasileiro, Antonio Candido, faz a conferência de abertura da Flip com o compositor e professor de literatura brasileira José Miguel Wisnik. Na mesa Oswald de Andrade: devoração e mobilidade, Candido discorre sobre a personalidade intelectual e artística de Oswald, com quem manteve uma relação literária e pessoal intensa. Wisnik, cujo trabalho intelectual se desenvolve na estreita proximidade de sua carreira como compositor e pianista, fala sobre a antropofagia oswaldiana como interpretação da cultura brasileira.

José Miguel Wisnik e Celso Sim convidam a cantora Elza Soares, com sua mistura fina de samba, jazz e bossa nova, para o show de abertura da Flip, no dia 6, quarta-feira, a partir de 21h30.

Mesas

A mesa Zé Kleber, que abre a programação do dia 7 de julho, é um espaço aberto à comunidade paratiense dentro da Flip, com entrada gratuita. Com o objetivo de refletir sobre questões locais, a mesa contará com a presença das francesas Michèle Petit e Dominique Gauzin-Müller.

A antropóloga Petit é conhecida por seus trabalhos sobre a leitura em espaços de crise, como zonas em contexto de guerra, crise econômica ou deslocamento forçado. Seus estudos mostram como o ato de ler, coletiva ou individualmente, ajuda os indivíduos nessas situações. Já a arquiteta e jornalista Gauzin-Müller, mostrará a importância dos equipamentos urbanos planejados segundo preocupações ambientais e sociais, apontando, assim, alternativas criativas para o desenvolvimento sustentável de cidades como Paraty.

Na segunda mesa do dia, Lírica crítica, a poesia está presente, com um debate entre a escocesa Carol Ann Duffy e o brasileiro Paulo Henriques Britto. Primeira mulher escolhida como “Poeta Laureado” na história da Grã-Bretanha, Carol Ann aborda o tripé opressão, sexo e violência com intensidade e rigor formal. O carioca Britto, além de um dos principais tradutores da língua inglesa para o português, é autor de quatro livros de poesia e vencedor do prêmio Portugal Telecom de 2004, por Macau.

A segunda mesa do dia, Marco zero modernista, conta com a participação do crítico argentino Gonzalo Aguilar, autor de Poesia concreta brasileira e de ensaios sobre a antropofagia, e da escritora e jornalista Marcia Camargos, autora de mais de 20 livros, entre eles Semana de 22, uma abordagem crítica da Semana de Arte Moderna – um mergulho no universo intelectual da época. Nessa mesa, os dois autores revelam as múltiplas facetas de Oswald de Andrade como precursor da poesia concreta e da Tropicália.

A terceira mesa da quinta-feira reserva a participação de dois escritores radicados na Grã-Bretanha, mas nascidos em locais com realidades distintas. A paquistanesa Kamila Shamsie e o caribenho Caryl Phillips discutem a ficção a partir da renovação da narrativa inglesa por meio de seus olhares estrangeiros na mesa Ficções da Diáspora. As dicotomias e confluências entre ciência, filosofia e arte permeiam a conversa entre o médico neurocientista Miguel Nicolelis e o filósofo Luiz Felipe Pondé. Nicolelis é considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American e Pondé é autor de diversos livros nos quais discute a modernidade do ponto de vista da filosofia da religião. Os dois encerram as mesas do dia 7.

Na primeira mesa de sexta-feira, o diálogo entre contemporaneidade e tradição é tema de conversa entre o argentino Andrés Neuman e o americano Michael Sledge. Em seguida, dois destaques da Flip deste ano, a argentina Pola Oloixarac, autora de As teorias selvagens, e o português valter hugo mãe, considerado por José Saramago um “tsunami literário”, falam sobre a paródia e a alegoria de suas obras.

Na terceira mesa do dia, o húngaro Péter Esterházy e o francês Emmanuel Carrère conversam sobre memórias e vivências pessoais que transcendem o gênero autobiográfico em narrativas que mostram a inesgotável capacidade de renovação da linguagem.

Ainda na sexta, o escritor brasileiro Ignácio de Loyola Brandão debate “Ficções da crônica” com Contardo Calligaris. Os europeus continuam dando o tom da conversa com A ética da representação, palestra do cineasta e intelectual francês Claude Lanzmann, que encerra o dia.

No sábado, o editor da revista britânica Granta, John Freeman, conversa com Enrique Krauze, historiador, ensaísta e criador das revistas Vuelta e Letras Libres, do México. Os dramas de vítimas de conflitos políticos, narrados em quadrinhos, é tema da mesa A História em HQ, com Joe Sacco, cartunista e jornalista.

No mesmo dia à tarde, na mesa Ficção entre escombros¸ três brasileiros examinam as fraturas sociais por meio de dramas individuais. Com a experiência de diversas coberturas jornalísticas de guerras e atentados terroristas, o jornalista brasileiro Edney Silvestre conversa com o público sobre a dissecação da era Collor feita em seu romance A felicidade é fácil. Ele conversa com o jornalista Marcelo Ferroni, que escreveu Método prático da guerrilha, uma investigação ficcional sobre os momentos derradeiros de Che Guevara, e com o crítico literário, curador e também escritor Teixeira Coelho –autor de História natural da ditadura, um dos livros mais perturbadores na literatura brasileira recente.

Na sequência, um dos maiores nomes da literatura brasileira, o baiano João Ubaldo Ribeiro, membro da Academia Brasileira de Letras, participa da mesa Alegorias da Ilha Brasil, comentando uma obra que sintetiza as linhas de força de nossa ficção contemporânea.

Encerrando a programação do sábado, o mestre do gênero policial americano e autor dos livros que deram origem aos filmes Dália Negra e Los Angeles Cidade Proibida, James Ellroy, conta mais detalhes da relação da literatura com a sua vida.

No domingo, último dia de Flip, João Cezar de Castro Rocha, professor de literatura da UERJ e editor de mais de 20 livros, e Eduardo Sterzi, poeta, jornalista e crítico literário brasileiro, debatem as questões em torno da Antropofagia, com as visões e interpretações das ideias oswaldianas que emergiram após o momento modernista.

Na segunda mesa do dia, um dos grandes nomes do universo pop, o músico escocês David Byrne, fala de sua obra –que inclui desde o período em que liderou a banda Talking Heads até seu trabalho com cinema e fotografia–, de seu diálogo com artistas da Tropicália e expõe seus projetos sobre urbanismo sustentável e transporte público, discutidos no livro Diário de bicicleta.

Os colombianos Laura Restrepo e Héctor Abad seguem com uma discussão acerca das marcas deixadas em suas vidas– e em suas obras– pelos regimes ditatoriais latino-americanos e pela atual guerra ao narcotráfico na Colômbia. A programação se encerra com alguns dos autores sendo convidados a ler trechos de seus livros prediletos, na mesa Livros de cabeceira.

Flipinha e FlipZona

Com o objetivo de estimular crianças e adolescentes a se apaixonarem pela literatura, a Flip criou dois eventos paralelos, que trazem o resultado de ações realizadas durante todo o ano pela Casa Azul com estudantes da região de Paraty. Nos cinco dias de Festa Literária, a Flipinha, voltada às crianças, e a FlipZona, para os adolescentes, reúnem bate papo e ciranda com autores infanto-juvenis, mostra de curtas metragens, shows, peças de teatro, musicais e saraus.