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Andrucha Waddigton abre Festival de Cinema de Paraty

O diretor Andrucha Waddington confirmou presença para a abertura do 3º Festival Internacional de Cinema de Paraty, na noite deste sábado (9). O cineasta irá apresentar seu novo longa metragem, Lope, que conta a vida do poeta espanhol Lope de Vega.

O elenco de 'Lope' lança o filme em Madri, na Espanha, com presença do diretor Andrucha Waddington (à esquerda) e dos atores Leonor Watling, Pilar Lopez de Ayala e Alberto Ammann. (Foto: Phillipe Marcou/AFP)

O poeta e dramaturgo Lope Vega, que viveu nos séculos XVI e XVII, é um personagem e tanto. Um dos autores mais prolíficos de todos os tempos, ele foi ainda soldado, arrumou inimigos entre os poderosos de sua época, teve amantes, foi perseguido, fugiu, foi preso e desterrado. Não é de se espantar que sua vida tenha se tornado um filme. A surpresa fica por conta do diretor escolhido para levar ao cinema a história de um dos autores mais ligados à Espanha, o brasileiríssimo Andrucha Waddington.

“Eu marquei uma cabine de ‘Casa de areia’ [seu filme anterior] em Madri para uns amigos”, como Waddington como foi escolhido. “Quando acabou, o roteirista do filme, Jordi Gasull, me ligou dizendo que ia me mandar um roteiro. Eu li o roteiro, adorei, achei que tinha a oportunidade de fazer um filme através de um personagem de época sobre um tema contemporâneo. A fundação de um artista, o jovem se transformando em adulto, vivendo os seus primeiros amores. Isso é atemporal.”

No filme, que foi o escolhido para fechar o Festival do Rio depois de passar por Veneza e Toronto, o dramaturgo, interpretado pelo hispano-argentino Alberto Ammann, é apresentado logo que volta de uma guerra, em Portugal. Chegando em Madri, sua mãe, interpretada por Sonia Braga, morre e ele contrai uma dívida para pagar um enterro caro para ela. Além de Sônia Braga, o filme conta ainda com outro brasileiro de renome, Selton Mello, que faz o português Marquês de Nava.
Ao mesmo tempo, ele se encanta com o teatro. Sua primeira tentativa de escrever uma peça, depois de muito insistir com o mecenas Jerónimo Velázquez (Juan Diego) e receber uma ajudinha da filha de Velázquez, Elena Osorio (Pilar López de Ayala), é passar a limpo uma comédia de ninguém menos que Miguel de Cervantes, o autor de “Dom Quixote”. Mas, no filme, ele não se contenta e faz alguns ajustes.
“’O cerco de Numancia’, do Cervantes, a gente botou [no longa] como uma piada, porque ele nunca corrigiu o Cervantes”, conta Waddington. “Na verdade, eles tinham o desejo de ser o outro. O Lope queria ser erudito como Cervantes e o Cervantes queria ser popular como o Lope. Engraçado que o Lope morreu rico e o Cervantes morreu na miséria.”

Mas o poeta, típico herói épico, que enfrenta os poderosos em prol do que acreditava, também teve uma importância para outro escritor, um certo bardo inglês.
“Shakespeare foi influenciado por Lope. O que se chama de teatro clássico espanhol foi fundado por Lope. Ele foi o primeiro autor a juntar comédia e tragédia. E o Shakespeare, 20 anos depois, foi fazer isso”, explicou.
Para acompanhar tantas mudanças de rumo na história, o filme mistura vários estilos, passando do capa-espada, até o romance histórico, o épico, a aventura, o drama e a comédia.
“Como Lope juntava tudo nas peças dele, a gente tentou fazer um filme muito, digamos, fiel ao que ele faria, se estivesse fazendo cinema hoje”, disse o diretor que resumiu o seu trabalho por tantos gêneros: “Foi uma delícia.”
Essa trama histórica exigiu muito da direção de arte, que correspondeu à altura – é um dos pontos altos do filme. Parece que estamos observando uma Madri suja e com habitantes sempre ensebados. Mesmo o galã Lope tem os dentes sujos e raramente troca de roupa. Mas não deixa de, por isso, conquistar os corações de Elena e Isabel de Urbina (Leonor Watling).

“Naquela época ninguém tomava banho. Nos relatos a que a gente teve acesso dizem que você sentia o cheiro de Madri a 30 quilômetros. Queria que o espectador ‘visse’ o cheiro na tela”, conta. “A gente teve uma oportunidade boa de tratar de uma classe social baixa. Lope não era da nobreza. Os filmes de época são sempre empetecados. Aqui a gente conseguiu fazer uma coisa mais realista.”
“Lope”, que já foi vendido para diversos países, tem estreia em circuito prevista para o dia 26 de novembro.

Fonte: G1